O que é isso?
  • Jorge da Cunha Lima
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"Sábio não é quem leu 150 livros, mas quem conseguiu amar um livro."

01/07/2007 23:29

AS 500 ALMAS DE PIZZINI

500 ALMAS SOLTAS

Não se precisa de 180 milhões de pessoas para se fazer uma nação: bastam 500 almas. Pizzini, após dez anos de pesquisa, nô-lo demonstrou em seu filme lançado nesta semana.
Uma nação é feita de terra, de gente e da vontade de preservar sua maneira de ser. A lingua, mais até do que a religião é um fator muito importante. Os Guatós pertenciam a uma nação indígena considerada extinta pelos maiores pesquisadores. Mas os Guatós apenas estavam dispersados e soltos. Um pavio acesso, um rastro de pólvora, uma brisa insistente, uma conversa mais demorada podem reavivar a fala e suas histórias.
A fotografia de cima, do Dib Luft, revela com uma incrível beleza a geografia dos Guatós. As tomadas lentas compõem a paisagem humana e o desenho mais sutil dos costumes. Gosto dessas tomadas longas. Mario Carneiro é um mestre dessas tomadas lentas e longas , nas quais toda uma sequência se resume numa fotografia de album. É por isso mesmo, um filme para se ver e um filme para se guardar.
Da mesma forma que os Guatós são livres para viver uma simbiose da tradição com os aprendizados modernos – o cacique é pastor- Pizzini é livre para nos lembrar O Limite, Deus e o Diabo, o Padre e a Moça e até mesmo Vidas Secas. E porque não As Asas do Desejo, dessa Berlim que é um pantanal de mágoas.
Um filme de conteudo que nos dá uma grande lição de cinema.

enviada por Jorge da Cunha Lima






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